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José Magnoli - Hélio Ribeiro - Rádio eog

José Magnoli – Hélio Ribeiro

José Magnoli, o Hélio Ribeiro (nome artístico adotado pelo radialista), nasceu no dia 24 de julho de 1935, na cidade de São Paulo – SP. Foi um ator, radialista, jornalista e narrador brasileiro.

No início dos anos 60, Hélio Ribeiro se apresentou na Rádio Panamericana propondo-se a fazer um teste. O primeiro examinador dele foi o apresentador de televisão Blota Júnior que o aprovou imediatamente e o fez entrar no ar no dia seguinte no programa do jornalista Wilson Fittipaldi. Com a morte de Kalil Filho, assumiu o programa matinal na Rádio Panamericana, onde lançou o seu programa Correspondente Musical. De lá transferiu-se para a Rádio Tupi, depois para a Rádio Piratininga e daí para a Rádio Bandeirantes, onde atingiu a maior audiência do rádio brasileiro.

Sempre se destacando pela criatividade, logo conquistava o cargo de Diretor Artístico, e assim foi na Tupi, na Difusora; na Piratininga, na Jovem Pan e na Bandeirantes. Foi o criador da Rádio Capital.

Hélio Ribeiro tornou-se célebre na década de 1970 por suas crônicas de opinião para o Jornal do Meio Dia, da Rádio Bandeirantes, as quais eram também publicadas no jornal Diário Popular.

Ainda nos anos 70, alterou o formato do seu programa Correspondente Musical, que com a nova “roupagem” recebeu o nome de O Poder da Mensagem, atingindo o auge de sua audiência.

Sua voz de tom barítono inspirou Chico Anysio para criar o personagem Roberval Taylor.

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Em 1985, o programa O Poder da Mensagem foi veiculado na Rádio Gazeta, e em 1995 o seu último trabalho foi na Rádio Globo São Paulo, também com o mesmo nome. Foi correspondente, nos Estados Unidos, do Sistema Globo de Rádio e da Rádio Bandeirantes.

Foi narrador das empresas cinematográficas: Paramount Pictures; Twentieth Century Fox; Metro Goldwyn Mayer; Columbia Pictures; Universal International dos Estados Unidos.

Em 2000, veio a falecer, tendo sido sepultado no cemitério da Quarta Parada, deixou esposa e sete filhos.

Em 18 de junho de 2010, A Câmara Municipal de São Paulo, por meio do político Chico Macena, prestou homenagem a Helio Ribeiro concedendo a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão “In Memoriam”, entregue a sua viúva, Carla Sue Magnoli.

Para não deixar que a memória do rádio ficasse no esquecimento, um grupo de seguidores fundou o Memorial Hélio Ribeiro.

Em março de 2010 o Memorial Hélio Ribeiro trouxe de volta aos rádios do Brasil a voz e as mensagens de Hélio Ribeiro através das ondas das Rádios Trianon de São Paulo – Am 740 e Universal de Santos Am 810. Foi uma série de 107 programas, chamada de ” O Poder da Mensagem de Hélio Ribeiro”, exibidos por dois anos e encerrada em março de 2012, coincidentemente no dia da cremação do corpo de Chico Anysio. Numa reedição na qual foi exibido o áudio em que, a pedido de Hélio Ribeiro, quando de sua passagem pelo programa na Rádio Bandeirantes em 1976, Chico deixa uma mensagem de despedida de arrepiar.

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A série de programas “O PODER DA MENSAGEM DE HÉLIO RIBEIRO” rendeu ao gênio do rádio Hélio Ribeiro” a medalha de honra, conferida pela Fundação Cásper Libero, por ocasião dos festejos de 90 Anos de Rádio no Brasil, única “In Memoriam”, dentre os onze grandes nomes que fizeram do Rádio do Brasil, nesses 90 anos, o mais importante veículo de comunicação e recebida pelo Memorial Hélio Ribeiro. Rendeu também o convite e a participação do Memorial Hélio Ribeiro no debate “As Muitas Vozes do Rádio Brasileiro” e a homenagem no evento promovido pela Câmara Municipal de São Paulo, com apoio da UNESCO, em comemoração ao Dia Mundial do Rádio, em 13 de fevereiro de 2014 e ainda citação no Livro “Histórias Que o Rádio não Contou” do Professor Reynaldo C. Tavares, publicado pela Editora Paulus.

Confira alguns trabalhos de Hélio Ribeiro:

O Rádio, por Hélio Ribeiro

“Meu nome é rádio, minha mãe é dona Ciência, meu pai é Marconi. Sou descendente longínquo do telégrafo, sou o pai da televisão. Fisicamente sou um ser eletrônico. Meu cérebro foi formado por válvulas, minhas artérias são fios por onde corre o sangue das palavras. Meus pulmões são tão fortes que consigo falar com pessoas dos mais distantes pontos deste pequeno planeta chamado Terra. Minha vitamina chama-se kilowatt. Quanto mais kilowatts me dão, mais forte eu fico e mais longe eu falo.
Hoje, graças as baterias que me alimentam eu posso simultaneamente levar informações aos contrafortes das cordilheiras, às barrancas dos rios, ao interior de veículos que trafegam no centro nervoso das grandes cidades, à beira plácida dos lagos, à cabeceira dos doentes nos hospitais, aos operários nas fábricas, aos executivos nos escritórios, aos idosos que vivem sós e às crianças que só vivem.
Eu falo aos religiosos, aos ateus, às freiras, às prostitutas, aos atletas, aos torcedores, aos presos, aos carcereiros, banqueiros, devedores. Falo aos estudantes e professores… Seja você quem for, eu chego lá, onde quer que você esteja!
Ao meu espírito resolveram chamar “ondas”. Eu caminho invisível pelo espaço para oferecer ao povo a palavra, a palavra nossa de cada dia. Mas estou sempre sujeito a cair em tentação e às vezes não consigo me livrar de todo mal.
Quando eu nasci, meu pai me disse que eu tinha uma missão: ajudar a fazer o mundo melhor, entrelaçando os povos de todas as partes deste planeta. Meu nome é rádio. Eu não envelheço, me atualizo. Materialmente eu sou aperfeiçoado a cada dia que passa.
As grandes válvulas do meu cérebro foram substituídas por minúsculos componentes eletrônicos. Os satélites de comunicação, gigantescos engenhos girando na órbita deste planeta, permitem hoje que eu seja mais universal, mais dinâmico e menos complicado, como meu pai Marconi queria que eu fosse.
Minha forma técnica tem sido aperfeiçoada a milhares de anos luz, mas eu acho que no todo, o meu conteúdo ainda necessita ser burilado e melhorado, e trabalhado e aperfeiçoado. Tenho noção, mas eu já perdi a conta, do número de pessoas que eu ajudei indicando caminho, devolvendo a esperança, anulando a tristeza, conseguindo remédios, sangue, documento perdido, divulgando nascimentos e passatempos.
Mas eu não sou tão sério assim como eu posso estar parecendo. Na verdade, um dos meus principais interesses é fazer com que as pessoas vivam mais alegres. Por isso, passo grande parte do meu tempo ensinando as pessoas a cantar e a dançar, minha grande vontade é a de ser amigo, sempre. O amigo que todos gostariam de ter: útil nas horas sérias, alegre nas brincadeiras e responsável… sempre!
No esporte tô sempre em cima do lance; nos dois lados da rede das bolinhas de tênis ou de voleibol, e lá vem bola, na área do futebol, jogou na cesta tô lá, nadou, pulou, saltou, pegou, virou, driblou… Pode ser no pequeno clube da periferia ou nos grandes estádios Olímpicos. Tenho noção de minha força política.
Com uma notícia que dou, eu posso ajudar a eleger o diretor de um clube ou derrubar um presidente. Entendo minha grande responsabilidade de agente acelerador das modificações sociais. E morro de medo, que me transformem em um mentiroso alienador. Sem querer ser vaidoso, eu posso até afirmar que se eu não tivesse nascido o mundo não seria o mesmo. Meu nome é rádio. Eu não quero ser mal entendido. Eu sou apenas um instrumento.
Para fazer tudo isso que eu disse que faço eu preciso de uma equipe, de seres humanos, humanos! Que não tenham medo do trabalho, que entendam de alegria, emoções, fraternidade, que saibam sentir o pulso do campo e o coração da grande cidade. E que tenham noção básica de tudo aquilo que fazemos é para conquistar ouvidos. O que jamais conseguiremos, se nos esquecemos, que minha existência se deve ao número dos que me ouvem.
O rádio vale pelo volume e a qualidade dos seus ouvintes. Eu podia fazer muito mais, mas às vezes falta dinheiro pra fazer tudo o que quero. Eu sei que posso realizar o sonho do meu pai e mudar o mundo pra melhor. Outro dia fiquei muito triste quando ouvi um tal de Hélio Ribeiro dizer que eu, o rádio, sou “a maior oportunidade perdida de melhorar o mundo”.
Eu sou apenas o instrumento. Eu preciso de gente que me entenda, me respeite e que me ajude a cumprir a minha missão. Ah, com alegria, muita alegria… Se possível.”
Fonte: Wikipédia/3º Tempo

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