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José Ferreira Neto - Craque Neto - Rádio eog

José Ferreira Neto – Craque Neto

Nascido na pequena Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo, o jovem José Ferreira Neto, ou apenas Neto, começou a mania de chutar ainda criança. As canelas dos vizinhos de Carlos Soldado e Dona Cidinha sofriam com o garoto.
A paixão pelo futebol iniciou no clube da cidade, o União Possensse. Lá o menino era chamado pelos grandões para desequilibrar as partidas. Era nítida a intimidade com a bola. Levado pelo pai, Netinho começou a atuar pelo dente-de-leite da Ponte Preta.
Eram viagens freqüentes e cansativas. Tudo por um sonho. Só que a falta de recursos fez o pai exigir alojamento para o rapaz em Campinas. Exigência negada pela diretoria da Macaca.
Começou a carreira no infantil da Ponte Preta, mas ainda amador se transferiu para as categorias de base do Guarani. Talentoso, o meia-esquerda despertou a atenção da opinião pública tão logo estreou como profissional, aos dezessete anos. Com sua habilidade e gols espetaculares, despertou interesse de grandes equipes do Brasil, chegando a ser visto por alguns como um novo Maradona. Apesar disso, passou o segundo semestre de 1986 no Bangu/RJ.
Foi contratado pelo São Paulo em 1987, mas teve participação discreta, pois sofreu um acidente automobilístico; que o deixou afastado durante um tempo. Foram 33 partidas (doze vitórias, treze empates, oito derrotas), cinco gols marcados e conquistando o título paulista daquele ano.

Voltou para o Guarani e foi vice-campeão paulista de 1988. No time de Campinas voltou a brilhar. Num dos grandes lances de sua carreira, marcou um gol de bicicleta antológico sobre o Corinthians, no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista de 1988. O golaço rendeu a capa da revista Placar com a manchete: “Golpe de Mestre”. O jogo terminou 1 x 1, com o gol de empate corintiano sendo marcado pelo lateral Édson Boaro.

Pelo bom desempenho em 1988, foi contratado pelo Palmeiras no ano seguinte. De novo não foi bem. Escalado sucessivamente na ponta-esquerda pelo técnico Emerson Leão, brilhou pouco. O time fez um bela campanha no Paulista daquele ano, perdendo apenas um jogo, nas semifinais, para o Bragantino, sendo eliminado.

Na mesma temporada, ao lado de nomes como Romário, Dunga e Taffarel, foi responsável pela conquista da medalha de prata na Olimpíada de Seul, na Coréia do Sul.
Em 1989, o “Maradoninha”, teve problemas de relacionamento com o técnico Emerson Leão, desafetos até os dias atuais. Pelo Verdão, foram 26 partidas (15 vitórias, 9 empates, 2 derrotas) e quatro gols marcados (fonte: Almanaque do Palmeiras – Celso Unzelte e Mário Sérgio Venditti).
Trocado pelo meia Ribamar, Neto fez nome no Corinthians e foi o grande nome na conquista do Campeonato Brasileiro de 1990. Ele era uma “ilha” de técnica no meio de um “oceano” de raça encontrada em atletas como Wilson Mano, Jacenir, Márcio, Ronaldo, Fabinho e Tupãzinho. Ficou no Parque São Jorge até 1993. A segunda passagem dele pelo Alvinegro foi entre 1996 e 1997.
A forte personalidade fez com que o craque colecionasse diversos casos polêmicos. Um dos exemplos de sua rebeldia aconteceu em 1991. Durante um clássico entre Corinthians e Palmeiras ele cuspiu no rosto do juíz José Aparecido de Oliveira. Foi punido e pegou um gancho de quatro meses de suspensão.
No Timão, em um total de 227 jogos (104 vitórias, 74 empates, 49 derrotas), Neto anotou 80 gols e conquistou o título brasileiro de 1990 e o Paulistão de 1997 (fonte: Almanaque do Corinthians – Celso Unzelte).
Neto também jogou em outros clubes como Milionários-COL, Santos, Atlético-MG, Matsubara (PR), Araçatuba e Etti-Jundiaí. Por onde passou sempre foi ídolo.
SUBSTITUINDO PELÉ
Em 31 de outubro de 1990, em Milão, a Seleção Brasileira enfrentou um Combinado do Resto do Mundo, jogo em homenagem aos 50 anos de Pelé, comemorados uma semana antes. Pelé disputou a partida (derrota do Brasil por 2 a 1) e Neto substituiu o Rei do Futebol, recebendo a faixa de capitão. E foi Neto o autor do gol do Brasil, de falta.

Comentarista

Depois de encerrar a carreira de jogador, Neto foi contratado pela TV Bandeirantes para ser comentarista. “Quando era jogador, dizia que seria comentarista da Band por causa do Juarez Soares, que sempre admirei”, conta.
Em 2002, o Guarani, clube que o criou, chamou o ex-meia para comandar o Departamento de Futebol. Como cartola, Neto ganhou quilos e problemas. Convencer os atletas a terem uma postura profissional apesar dos salários atrasados foi uma tarefa árdua.
Dois anos depois, o “Xodó da Fiel” voltou à crônica esportiva para trabalhar na Rede TV!. Em seguida, assinou com a Band, onde ficou por dois anos. Depois de passar pela Record, Neto reassumiu o posto de comentarista titular da TV Bandeirantes, onde permanece até hoje.
Fonte: Terceiro Tempo / Wikipédia / Craque Neto 10

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